Arte regional deve integrar currículo da educação básica

domingo, 2 de maio de 2010

por Alex Pinheiro:


"Esse panorama alinha-se diretamente com o Turismo num antigo debate sobre a preservação dos patrimônios materiais e imateriais de um país muito miscigenado como é o caso do Brasil"


Nesta quinta-feira (29), a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou emenda do Senado ao Projeto de Lei 5434/05, que propõe o ensino de arte regional no currículo obrigatório em ensinos infantil, fundamental e médio. Aprovada em caráter conclusivo deverá alterar a Lei das Diretrizes e Bases da Educação (Lei 9.394/96) e será encaminhada para sanção presidencial.

Assim que Lula assinar, entra em vigor um projeto idealizado pelo deputado Eduardo Gomes (PSDB-TO), lá nos idos de 2005, a fim de estimular a "integração entre cultura e educação para fortalecer a identidade nacional". A emenda dos senadores apenas retirou do projeto a palavra “cultura”, que já está expressa na LDB e deve fazer parte dos currículos específicos de cada estado.

Essa é uma alternativa plausível para adequar a gestão educacional ao novo mundo, definitivamente reconhecido em status de conquista através da identidade cultural, usando o novo poder da comunicação e as novas oportunidades mercadológicas que impulsionam e favorecem o intercâmbio cultural. Entretanto, fundamentais fatos históricos ilustram a dominação efetiva se dar, principalmente, através das influências culturais, desde a Civilização Grega até o Imperialismo Americano. Desse impacto muitos costumes e hábitos regionais foram extintos, dadas particularidades específicas e contextos muito complexos, porém extintos.

Assim, finalmente estabelecemos uma linha que divide em, antes, um Brasil submisso às influências da cultura globalizada e, agora, um país proporcionando ferramentas legais para o educador preparar o novo indivíduo. Num momento em que educadores ousados não precisarão mais adotar metodologias proibidas e estudantes descobrirão sua própria cultura regional, assim, uma vez conhecendo, devem reconhecer seus significados.

Esse panorama alinha-se diretamente com o Turismo num antigo debate sobre a preservação dos patrimônios materiais e imateriais de um país muito miscigenado como é o caso do Brasil. Para entender melhor; um brasileiro não teria o menor interesse em uma Índia sem aqueles trajes típicos e aquele caos específico. Da mesma forma o Rio Grande do Sul não provocaria o visitante se falasse, comesse e pensasse como São Paulo.

Portanto, o Projeto de Lei 5434/05 pode não ter sido pensado em conjunto com a engenharia do Turismo, mas vai com certeza fundamentá-la melhor e, principalmente, minimizar os impactos que já fazem de alguns destinos verdadeiros "quintais da minha casa".


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