"Quem ganha a vida com isso não tem dinheiro para comer, para alimentar os cavalos nem os dromedários que estão quase morrendo de fome"
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| Guias do Egito temem baixa mais intensa que resistência dos animais |
A área onde estão os principais monumentos do Egito, como as pirâmides, a Esfinge e o Museu Histórico do Egito, está fechada. As autoridades afirmam que houve tentativas de furto no local e por medida de segurança o acesso foi proibido até que o país volte à normalidade.
“Antes de começarem [os protestos], vinham dezenas de milhares de pessoas todos os dias para ver as pirâmides. Era um negócio bom, agora não aparece nem um turista”, lamentou o Guia de Turismo Abdeilnabi. “Os turistas não vêm mais porque as pirâmides estão fechadas.”
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| Praça Tahrir, no Cairo, antes das manifestações |
Em seguida, o profissional reclamou: “Quem ganha a vida com isso não tem dinheiro para comer, para alimentar os cavalos nem os dromedários que estão quase morrendo de fome”.
Na região de Nazlet Al-Sanam, tudo gira em torno do turismo histórico, como levar turistas em passeios de dromedários e cavalo no trecho de deserto que cerca as pirâmides. No entanto, o local fica a 25 quilômetros da Praça Tahrir, onde ocorrem as manifestações.
Os cavalos e dromedários de Abdelnabi e dos vizinhos estão quase todos amarrados à sombra e próximos aos restos de animais mortos. “Há duas semanas que estamos assim, já morreram 20 ou 30 cavalos e quatro ou cinco dromedários porque não temos comida para dar para eles”, afirmou Abdeilnabi.
Para o guia, apesar dos casos de mortos, feridos e até dos prejuízos, os protestos deixam um saldo positivo para o país: “Foi muito bom estarem na Praça Tahrir para conseguirem mudanças no regime. Mubarak foi bom durante 30 anos mas agora também vai ser bom haver mudança. Quando saírem de lá, os turistas vão voltar. Pode demorar alguns meses, mas as pessoas vão querer voltar ao Egito para ver as pirâmides”, afirmou.
com Agência Lusa
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