"Visita programada com cronômetro tem um dia dedicado a conhecer a Cidade Maravilhosa, seus atrativos internacionais, uma praia e uma comunidade pacificada pela polícia"
Diplomatas norte-americanos e brasileiros programam há muito tempo a visita de Barack Obama ao Brasil. Deve ser uma viagem política com alguns contornos de turismo, afinal de contas o presidente dos EUA nunca esteve por aqui.
Acompanhado pela primeira-dama, Michelle Obama, e suas filhas, Sasha e Malia, respectivamente com 9 e 11 anos, além de uma comitiva com cerca de mil pessoas, Obama desembarca no Brasil durante a noite de 18 de março, uma sexta-feira, permanece em Brasília no dia 19 e, no dia seguinte pela manhã, viajam para o Rio de Janeiro com uma agenda mais leve, assim como o clima da cidade exige.
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| A descontraída Primeira Família norte-americana |
A preocupação com a Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada de 2016 também motiva uma das parcerias bilaterais, unindo os setores privado e público de ambos os países, para a promoção e divulgação de eventos esportivos. A ideia é aproveitar a experiência norte-americana na gestão de seus grandes eventos esportivos de sucesso, desde a Copa do Mundo da FIFA realizada em 1994 até o anual Super Bowl que, em 2011, teve publicidade de 30 segundos custando U$ 3 milhões, pico de 162,9 milhões de espectadores e uma arrecadação em torno de US$ 10 bilhões com o evento, entre ingressos, acordos publicitários e outros negócios. Na edição do ano passado, realizada em Miami, estima-se que a cidade faturou cerca de U$ 400 milhões.
Compilado da publicidade milionária veiculada nos intervalos do Super Bowl
A diplomacia prefere se referir ao domingo de Obama no Brasil como uma "agenda popular", com interesses sociais e culturais. A verdade é que no Rio de Janeiro a Primeira Família Obama conhecerá o Brasil verdadeiro daquela aquarela comum aos turistas internacionais, onde as favelas se transformaram em grande atração com vista para o mar.
Pretendem aproveitar parte do dia visitando alguns atrativos turísticos comuns, como o Pão de Açucar e o Corcovado, além de uma praia a definir. Depois vão à uma comunidade pacificada pela polícia, pra quem o presidente norte-americano deve fazer um discurso público concorrido.
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