"Governo avalia que propostas do Banco Central em relação ao câmbio de pequenos valores vão beneficiar turistas estrangeiros no país"
As medidas sugeridas hoje, 30, no seminário Preparando o Mercado de Câmbio para a Copa 2014 - Câmbio Manual e Transferências de Pequenos Valores, promovido pelo Banco Central (BC), agradou as autoridades dos ministérios do Turismo, dos Esportes e, também, da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).
O objetivo é, principalmente, facilitar as operações feitas por turistas durante a Copa das Confederações (2013), a Copa do Mundo (2014) e as Olimpíadas (2016).
O diretor do Departamento de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo, Ricardo Moesch, disse também ter conhecimento das dificuldades implicadas, e acrescentou que a não adoção das medidas sugeridas pelo BC podem resultar em efeitos negativos para o país. “Todo turista viaja com expectativas que, se não correspondidas, gerarão frustrações”, disse ele.
“Nós, que vivemos o dia a dia do turista, sabemos que facilitar a troca de moeda é algo positivo. Se pudermos caminhar para uma legislação que preveja algo mais livre, e que mais pessoas possam trocar de forma mais livre a moeda estrangeira, nós facilitaremos a vida do turista”, disse o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, durante o seminário do BC.
O gerente executivo de Normatização de Câmbio e Capitais Estrangeiros do BC, Geraldo Magela, ressaltou a importância dessas medidas não só para os estrangeiros que visitarem o país durante os eventos esportivos programados entre 2013 e 2016. “Dependendo do resultado, elas poderão inclusive ter caráter definitivo”, disse Magela à Agência Brasil.
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Uma das medidas é tentar abrandar a obrigatoriedade do uso da moeda nacional em operações internas, além de tornar mais flexível a identificação e registro de operação de quantias mínimas de câmbio. A finalidade é facilitar transações de pequenos valores em moedas estrangeiras no país e a remessa de reais por estrangeiros que moram fora do Brasil.
De acordo com Magela, fazem parte do compromisso assumido pelo governo com as entidades esportivas para o sucesso das competições.
“Dentro da Garantia Número 6, o governo assegurou a importação e exportação e troca de diversas moedas”, disse o gerente após deixar claro que, para ser possível colocar as medidas em prática, é fundamental a colaboração do Legislativo nacional e nos estados.
“Um ponto que nos chama a atenção é a dificuldade para o turista que chega de madrugada, sem reais no bolso, e precisa de moeda nacional para, por exemplo, fazer um lanche. Apesar de ser um grande avanço termos o curso forçado da moeda nacional em operações internas. [É] importante considerar situações desse tipo”, argumentou Magela.
Ele ressaltou a necessidade de adaptação em relação à obrigatoriedade de identificação e registro para todas as operações de câmbio. “Esse procedimento é necessário até para quem faz câmbio de US$ 1”, criticou ele. “Essa também é uma questão que devemos considerar no bojo desse exame das questões que temos com relação à questão cambial”, acrescentou.
Agência Brasil
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