Influência da imigração no Brasil chancela patrimônio cultural

terça-feira, 3 de maio de 2011

por Alex Pinheiro:

"Novos tombamentos de bens culturais com proteção federal valorizam a influência dos imigrantes no país e favorecem ambiente para Turismo"


O Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou nesta terça-feira, 3, o primeiro tombamento com o título de Paisagem Cultural Brasileira da história do país. O conjunto beneficiado é formado, agora, por 61 bens protegidos que se relacionam com os hábitos e tradições catarinenses herdadas de imigrantes alemães, italianos, poloneses e ucranianos na Região Sul a partir do século 19.

Construída em 1870, foi uma das primeiras escolas de Blumenau
Esta decisão é um marco para as políticas públicas de patrimônio cultural: desde a sua instituição há dois anos, é a primeira vez que se utiliza o instrumento da Paisagem Cultural Brasileira, definido como uma porção peculiar do território nacional que representa a interação do homem com o meio natural, em que a vida e a ciência humana imprimiram marcas ou atribuíram valores.

Com isso, as cidades de Blumenau, Nova Veneza, Guabiruba, Pomerode, Benedito Novo, São Bento do Sul e Timbó integram com novos bens o que se tornou a primeira paisagem cultural do país com proteção federal. Numa primeira etapa do processo foram tombados 48 patrimônios, ainda em 2007, e agora outros 13, entre eles a Antiga Escola Nº1, em Itoupava Central, Blumenau.

Além das cidades catarinenses, o conselho consultivo tombou o conjunto histórico e paisagístico de Jaguarão (RS), na divisa com o Uruguai, formado por edificações coloniais, em art déco e também de padrão modernista; e a Ponte Internacional Mauá, sobre o Rio Jaguarão, primeiro patrimônio binacional reconhecido pelo conselho.

Ponte Internacional Mauá, Jaguarão (RS), pertence a Brasil e Uruguai
Belém, no Pará, também teve bens tombados. Após a expulsão dos franceses da Ilha de São Luís do Maranhão, a cidade ganhou função estratégica como elo entre o rio Amazonas e o mar, possibilitando a posse de toda a Amazônia e a transformação do povoado no maior entreposto comercial das riquezas produzidas na região. Neste contexto, foi erguido um conjunto arquitetônico ainda misturando traços básicos da arquitetura europeia com a cultura local. Os elementos históricos, arquitetônicos, urbanísticos e paisagísticos, remanescentes desse período e localizados nos bairros Cidade Velha e Campina tiveram sua importância reconhecida. Com a decisão a capital do Pará passa a ter mais de 3 mil edificações protegidas.

O Conselho que avalia os processos de tombamento e registro de bens do patrimônio cultural brasileiro, presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida, é formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia. Ao todo, são 22 conselheiros de instituições como Ministério do Turismo, Instituto dos Arquitetos do Brasil, Sociedade de Arqueologia Brasileira, Ministério da Educação, Sociedade Brasileira de Antropologia, Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e da sociedade civil.


com informações da Agência Brasil




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