Setor hoteleiro se diz preparado para a Copa. Será?

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

por Alex Pinheiro:

"Pesquisa conduzida pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil conclui que a oferta de leitos será suficiente para atender demanda da Copa"


Pedro Novais reunido com representantes do FOHB
Durante reunião com o ministro do Turismo, Pedro Novais, nessa quarta-feira, 03, em Brasília (DF), o presidente do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), Roberto Rotter, afirmou que não faltarão unidades habitacionais (UH's) para a Copa do Mundo FIFA 2014 e aproveitou a oportunidade para pedir apoio do Ministério do Turismo (MTur) incluindo o setor no pacote de isenções fiscais do governo, tendo em vista o mundial.

“A partir da pesquisa conduzida pelo fórum, que considerou empreendimentos já existentes e previstos em um raio de 150 Km das cidades-sede, podemos afirmar que teremos oferta suficiente para atender à demanda da Copa”, afirmou Rotter . A Federação Internacional de Futebol (Fifa) considera que as cidades-sede devem ter 30% da capacidade dos estádios em leitos.

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Em abril,o próprio presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - São Paulo (ABIH-SP), Bruno Omori, disse que apenas a cidade de São Paulo estaria preparada para o evento, desde que considerasse para isso a estrutura regional. Na oportunidade, ele citou a cidade de Campinas, a 100 Km da capital paulista, com boa ligação rodoviária e uma infraestrutura de hospedagem completa, alimentada pelo turismo de negócios.

Atualmente, a rede paulistana dispõe de 42 mil UH's e 105 mil leitos. No ranking de oferta a cidade do Rio de Janeiro aparece, numa enorme diferença, em segundo lugar com 28 mil UH's. Manaus tem apenas 4 mil leitos.


Porém, segundo Enrico Fermi Torquato, presidente nacional da ABIH, a rede hoteleira verticalizada, que caracteriza grande parte da oferta na Região Sudeste, é prejudicial para a ocasião. “Na Região Nordeste houve um investimento nesse setor nos últimos 20 anos. Os hotéis já são mais modernos e voltados para o turismo de lazer, são horizontalizados e com espaços amplos. Já o Sudeste precisa se adequar a esse tipo de turismo”, explicou Torquato.

Assim como Omori, Torquato acredita no uso da estrutura regional, mas não por necessidade e sim pelo apelo turístico de outras cidades. “Na Copa, o perfil é de famílias, que costumam demorar mais. É diferente do que acontece quando os jogos são na Europa, onde o turismo é volátil. Aqui os turistas devem permanecer pelo menos uma semana”, explicou.

Preocupados em fugir da propaganda negativa, com um receptivo deficiente, o setor hoteleiro pensa em investir na sua modernização, porém sempre esbarra nos problemas de sazonalidade. Para um equilíbrio das contas a Indústria de Hotéis tem que sentir segurança na marca Brasil com políticas inteligentes de integração, fomento do turismo doméstico e promoção internacional.




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