"Para o ministro-chefe da CGU, problemas no MTur seriam evitados se o decreto presidencial que orienta os ministérios a se informarem, de forma independente, sobre ONGs, fosse respeitado"
A crise no Ministério do Turismo (MTur), desencadeada por suspeitas de fraude em convênios firmados com organizações não governamentais (ONGs), poderia ter sido evitada se o órgão respeitasse um decreto presidencial, editado em 2007, e uma portaria interministerial que estabelecem as regras para esse tipo de contrato. Foi o que disse hoje, 18, o ministro-chefe da Controladoria-Geral da União (CGU), Jorge Hage, ao participar de evento no Itamaraty.
![]() |
| Frederico da Costa Silva, oficialmente desligado do MTur hoje, 18 |
Dessa forma, disse o ministro, os órgãos públicos têm mais informações sobre as entidades, o que facilita identificar eventuais tentativas de fraude. “Isto poderia evitar situações como essa que aconteceu no Ministério do Turismo".
“Na maioria das vezes, a indicação é feita mediante ofício do parlamentar autor da emenda, como ocorreu no Turismo. Mas o ministério não fica vinculado a essa indicação. O ministério está vinculado às regras do decreto”, disse Hage. A CGU, informou, está fazendo um novo alerta aos ministros sobre as regras que devem ser seguidas para assinatura de convênios com ONGs.
Outra medida para evitar fraudes, segundo Hage, é a fiscalização do andamento de cada contrato firmado entre os ministérios e as ONGs. “Os ministérios têm que designar um fiscal de contrato. Não é possível repassar o dinheiro e depois só saber do resultado na prestação de contas.”
com Agência Brasil
| Compartilhe: |
