"Ação bagunça novamente o governo Dilma prendendo, sob suspeita de desvio de verbas públicas, 38 pessoas ligadas ao ministério do Turismo"
Hoje o ministério do Turismo (MTur) amanheceu em polvorosa e o trade turístico foi amargando a boca e assumindo o luto. A Operação Voucher, da Polícia Federal (PF), cumpriu 19 mandados de prisão preventiva, 19 mandados de prisão temporária e 7 mandados de busca e apreensão nos Estados do Amapá e São Paulo, além do Distrito Federal.
Enquanto a assessoria do MTur dizia não ter conhecimento sobre os motivos que levaram à operação, nem informações de quem eram os servidores, cerca de 200 policiais federais promoviam a devassa em mais uma pasta do governo de Dilma Rousseff.
Entre os presos estão o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, número dois na hierarquia da pasta, que estava em casa; o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moysés, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.
A ação, em conjunto com o Tribunal de Contas da União e a Secretaria de Controle Externo do Amapá, além do apoio do Ministério Público Federal, investiga supostos desvios de verbas públicas repassadas ao Ministério do Turismo, por meio de emendas parlamentares, destinadas a convênios para qualificação profissional.
Segundo a PF, os presos preventivamente em São Paulo e em Brasília foram levados para Macapá (AP) em aviões da própria PF. De acordo com investigações feitas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários no Amapá, foram apurados fortes indícios de desvio de recursos públicos, além de outras irregularidades na execução de convênio entre o MTur e o Ibrasi, ligado à capacitação profissional para o turismo no Amapá.
As pessoas envolvidas no esquema criminoso serão indiciadas, de acordo com as devidas participações, pelos crimes de formação de quadrilha, peculato e fraudes em licitação. As penas para tais crimes podem chegar a doze anos de reclusão.
com informações da DCS-PF
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