por Alex Pinheiro:
"Não é possível conhecer Brasília por meio de uma paulistana que jamais respirou a cidade planejada; ou ainda fica impossível respeitar uma revista de turismo representada por alguém que não a lê"
Já a entrada do Palácio de Convenções do Anhembi, em São Paulo, transpirava turismo; gente de todos os lugares, adolescentes entusiasmados e crianças boquiabertas com toda a movimentação. Na área de credenciamento um alvoroço confortável e a agitação característica dos estudantes, em breve profissionais do trade. A empresa responsável pela organização da quinta edição do "Salão do Turismo – Roteiros do Brasil", Alcântara Machado, tomou o cuidado de colocar pessoas comunicativas e prestativas na recepção do evento. E deu resultado: consegui resolver um problema de credenciamento em cronometrados 4 minutos.A euforia era expressão comum entre todos os participantes. Porém, detectamos novamente um ruído, também comum em grandes feiras, mas que é inadmissível no turismo: recepcionistas erradas no stand. Não é possível conhecer Brasília por meio de uma paulistana que jamais respirou a cidade planejada; ou ainda fica impossível respeitar uma revista de turismo representada por alguém que não a lê. O evento é lugar pra vender seus destinos e promover sua macrorregião, mas é também vitrine de sua competência.
A outra aba desconfortável ainda é o tratamento indiferente quanto aos roteiros para escolas; demoramos algum tempo para conhecer um. Tentamos toda a feira e a única surpresa foi Paraty expor uma experiência interna de sucesso: a Flipinha. Destinos potencialmente pedagógicos como Foz do Iguaçu, por exemplo, confundem seus agentes de viagens representantes quando perguntados sobre a existência de trade específico para atender estudantes. Todos dizem ter roteiros que são perfeitamente adaptáveis para atender todas as idades.
É preciso saber que o Turismo Pedagógico exige um atendimento planejado de responsabilidades específicas, além de profissionais que se especializaram nisso; linguagem, abordagem, segurança e conteúdo. Viajar com estudantes é absurdamente diferente que viajar com adultos. A "desculpa" da adaptação dos roteiros para todas as idades segue tendência na maioria dos stands. Estávamos cansados então a solução foi ir embora.
Mas, surpreendentemente, o "Salão do Turismo - Roteiros do Brasil" tinha boas surpresas reservadas para nós.
A outra aba desconfortável ainda é o tratamento indiferente quanto aos roteiros para escolas; demoramos algum tempo para conhecer um. Tentamos toda a feira e a única surpresa foi Paraty expor uma experiência interna de sucesso: a Flipinha. Destinos potencialmente pedagógicos como Foz do Iguaçu, por exemplo, confundem seus agentes de viagens representantes quando perguntados sobre a existência de trade específico para atender estudantes. Todos dizem ter roteiros que são perfeitamente adaptáveis para atender todas as idades.
É preciso saber que o Turismo Pedagógico exige um atendimento planejado de responsabilidades específicas, além de profissionais que se especializaram nisso; linguagem, abordagem, segurança e conteúdo. Viajar com estudantes é absurdamente diferente que viajar com adultos. A "desculpa" da adaptação dos roteiros para todas as idades segue tendência na maioria dos stands. Estávamos cansados então a solução foi ir embora.
Mas, surpreendentemente, o "Salão do Turismo - Roteiros do Brasil" tinha boas surpresas reservadas para nós.
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