"Entrevista concedida durante o 5º Salão do Turismo, realizado em São Paulo, entre os dias 26 e 30 de maio"
A Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP), que em 2010 acontecerá de 4 a 8 de agosto, inspirada no evento inglês HayFestival, foi idealizada como um evento receptivo e não imaginava o impacto que causaria em seu entorno. Em 2009 foram 35 mil pessoas assistindo às mesas redondas e participando das atividades na Casa da Cultura e pelo menos R$ 5 milhões injetados na economia local.
Toda essa dimensão só começou a favorecer mais amplamente a população local com a chegada da FLIPinha, um evento paralelo que privilegia o diálogo com as crianças e já promoveu ótimos resultados. "Nas escolas, o ano todo, quando se acaba de conhecer o autor homenageado nós já começamos a trabalhar com os alunos", diz Amaury Barbosa, Secretário de Cultura e Turismo de Paraty. "A FLIPinha, pra nós [paratyenses], é o que é a parte concreta desse evento", explica.
Segundo o Secretário, hoje os autores concorrem para participar das mesas na FLIPinha, pois a espontaneidade infantil é envolvente e contagiante. De fato uma oportunidade muito inteligente, afinal de contas a formação de leitores se dá na infância.
No entanto, o adolescente ainda estava à parte de tudo que acontecia, mas em 2009 foi criada a FLIPzona que conversa a literatura com outras linguagens mais atrativas para esse público. "Tiveram várias outras oficinas, mas a mais concorrida foi a de cinema. Fizeram um filme que se projetou no último dia", entusiasma-se Amaury Barbosa.
Assim, o Secretário que também é presidente do Comitê Pró-UNESCO, ensina a fazer política educacional integrada usando ferramentas do turismo: "qualquer patrimônio só passa a ser seu à medida que você o conhece, o respeita e o valoriza", conclui.
Todo o trabalho realizado nas escolas de Paraty acontece por meio de profissionais técnicos da Fundação Casa Azul, responsável pela organização da FLIP, em parceria com o corpo docente. Acompanhe a entrevista!