OPINIÃO: Conhecendo o Brasil Mobile e a imobilidade brasileira

quarta-feira, 2 de junho de 2010

por Alex Pinheiro:


"A China se preparou os 7 anos que antecederam a Olimpíada em seu país, investindo 40 bilhões para a realização do evento. Porém, coleciona benefícios até hoje"



A Embratur acaba de lançar um aplicativo para celular que, integrando Google Maps, deve promover a localidade e propor atividades. O guia virtual disponibiliza informações turísticas sobre as cidades onde os passageiros desembarcam e pode ser acessado por meio de aparelhos como iPhone e os de plataforma Java.

Essa acessibilidade nos principais aeroportos, por exemplo, é possível por conta de parceria com a Infraero, que disponibilizou sua rede de conexão sem fio. O viajante pode baixar o aplicativo antes de viajar, via mobile ou pelo computador de mesa, ou ainda quando desembarcar, e sair explorando o cidade.

A tecnologia está disponível, além do português, em inglês e espanhol. Obviamente pensando na web que vai para o bolso das pessoas, a Copa do Mundo 2014 vai se preparando. Além de todas as informações sobre o local em que desembarcou, o turista ainda terá à sua mão um guia de conversação para a comunicação em português.

A necessidade mobile avança e vai aos poucos despertando os menos avisados sobre sua importância. Profissionais que ainda não se integraram às plataformas digitais estão nitidamente se afastando do presente. A nova formatação global exige um diálogo com todas as possibilidades que a internet pode proporcionar.

É dessa forma que o Brasil quer aparecer para o exterior. Mas penso que também deveria se mostrar para o próprio brasileiro, articulando ministérios e preparando os profissionais envolvidos na recepção dos almejados turistas da Copa do Mundo 2014, para além de ações como o "Olá Turista". A China se preparou os 7 anos que antecederam a Olimpíada em seu país, investindo 40 bilhões para a realização do evento. Porém, coleciona benefícios até hoje.

É lamentável que um país precise de um grande evento, expondo seus quintais, para promover grandes transformações de infraestrutura. Mas, dos males o menor, teremos boas mudanças.


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