"Os dois problemas andam juntos. Segundo pesquisador, 30% das variações da nota das escolas podem ser explicadas por aspectos relacionados ao comportamento"
Em audiência que procurou relacionar as questões sócio-econômicas e as relações étnico-raciais no campo da educação, no terceiro painel do seminário Diversidade nas Escolas: Preconceito e Inclusão, o pesquisador José Batista de Albuquerque ensaia a possibilidade do ambiente escolar intolerante promover baixos índices de aprendizado. Os trabalhos foram coordenados pela presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE), senadora Fátima Cleide (PT-AC).Uma forte relação entre atitudes de preconceitos no ambiente escolar e desempenho da escola na Prova Brasil foi capturada em pesquisa sobre diversidade na educação do país. Divulgada em debate na CE, realizada essa manhã, a investigação revelou que escolas em que se observaram atitudes mais preconceituosas entre os alunos também apresentaram resultados mais baixos nas avaliações de português e matemática, em 2007.
O pesquisador, que coordenou o levantamento, ressaltou que não se pode atribuir uma relação de causa e efeito entre os dois fatores - ou seja, não se poderia sustentar que preconceitos determinam o baixo desempenho. No entanto, ele salientou que os dois problemas andam juntos. Conforme informou, 30% das variações da nota das escolas podem ser explicadas por aspectos relacionados a atitudes, crenças, valores dos atores do ambiente escolar, situação social em que vivem e presença de situações de bullying, de que seriam vítimas alunos, professores e funcionários.
Ainda em fase de tratamento de resultados, a pesquisa envolveu consulta a mais de 15 mil estudantes do ensino básico em todo o país, além de significativo número de professores, funcionários de escolas, diretores e pais envolvidos nos conselhos escolares. O objetivo foi levantar atitudes em relação a questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e deficiência física, entre outros temas.
Ainda em fase de tratamento de resultados, a pesquisa envolveu consulta a mais de 15 mil estudantes do ensino básico em todo o país, além de significativo número de professores, funcionários de escolas, diretores e pais envolvidos nos conselhos escolares. O objetivo foi levantar atitudes em relação a questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e deficiência física, entre outros temas.
Com Agência Senado
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