"Setor econômico do qual o Turismo faz parte é o que mais cresce no mundo, exige atenção e o governo anuncia a Nomenclatura Brasileira de Serviços"
O resultado explica porque o setor de serviços é o que mais cresce no Brasil, afirmou o secretário de Comércio e Serviços, Edson Lupatini, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, ao anunciar o Panorama de Comércio Internacional de Serviços, referente a 2009.
Depois de cruzar os dados do Banco Central (BC) sobre balanços de pagamentos com números do ministério sobre balanços comerciais, a Secretaria de Comércio e Serviços (SCS) concluiu que mesmo com a crise econômica internacional, que reduziu os fluxos mundiais do comércio exterior no ano passado, o desempenho das exportações brasileiras de serviços caiu 8,8% em relação a 2008. Somaram US$ 26,3 bilhões, contra US$ 28,8 bilhões no ano anterior.
Foi o único resultado negativo das exportações do setor, desde que a SCS começou a divulgar o balanço, em 2005. Mas, como enfatizou o secretário Lupatini, as exportações mundiais de serviços caíram em média 12,9%, com diminuições mais acentuadas nos países desenvolvidos, que sofreram mais o impacto da crise financeira. O Brasil, ao contrário, manteve praticamente estáveis as importações de serviços, que declinaram apenas 0,7% na comparação anual.
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| Edson Lupatini apresenta dados sobre setor de serviços |
Para impulsionar ainda mais o setor, ele anunciou que o Diário Oficial da União deverá publicar, até o fim deste mês, o decreto de criação da Nomenclatura Brasileira de Serviços, elaborada em conjunto com a Secretaria da Receita Federal (SRF) e com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se de uma codificação dos mais de mil tipos de serviços prestados nas exportações e nas importações, reconhecidos pela Organização Mundial do Comércio (OMC).
Secretário acredita que o novo documento pode ser implantado ainda este ano, de modo a agilizar a catalogação dos serviços. Ele explicou que a catalogação dará mais visibilidade à prestação de serviços externos por pessoas jurídicas e por pessoas físicas. “Só precisa que classifiquem corretamente o serviço prestado para que possamos falar a mesma linguagem com o mundo”, afirmou.
Agência Brasil
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