10 lugares para conhecer o que a escola ensina na sala de aula

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

por Alex Pinheiro:

"Conheça 10 destinos turísticos que o aluno deve conhecer quando ainda está estudando. Uma forma de experimentar o que está nos livros da escola"



Levar a sala de aula para fora da escola ainda é um desafio para muitos professores. Isso está mudando junto com roteiros bem estruturados por agências de viagens pedagogicamente compromissadas, e destinos turísticos conscientes de seu potencial educacional. Selecionamos 10 destinos multidisciplinares importantes para praticar Estudo do Meio. Programe-se!


Brasília (DF)

Planejada para ser a capital do país, Brasília foi inaugurada em abril de 1960, pelo então presidente Juscelino Kubitschek. Com projeto urbanístico de Lúcio Costa e construções desenhadas por Oscar Niemeyer, a cidade foi um marco do progresso do governo JK, que promovia a política do “50 anos em 5”. Hoje, capital do poder, é roteiro cívico básico para entender melhor o Brasil.


Itu (SP)

Dentre tantas igrejas, que a certificou com o título de Roma Brasileira, a matriz de Nossa Senhora da Candelária é considerada o maior monumento do barroco paulista na atualidade. Itu também merece destaque por retratar as contradições políticas quando, das mãos do já imperador Dom Pedro I, recebeu o título de “Fidelíssima” por sua lealdade, ao então príncipe-regente, em episódios que antecederam a proclamação da independência em 1822; anos mais tarde, em 1873, foi sede de reunião secreta que concebeu o Partido Republicano Paulista, movimento político de oposição ao Império do Brasil que culminou na proclamação da república, em 1889.


Manaus (AM)

A proximidade de Manaus com a floresta e com o rio Amazonas, oferece inúmeras oportunidades de contato com a selva e a biodiversidade local. Barcos confortáveis proporcionam um tour de observação da fauna e flora. O “Encontro das Águas”, confluência das águas escuras do Rio Negro com as águas barrentas do Rio Solimões, é um belíssimo fenômeno natural com extensão de mais de 6 km em que as águas dos dois rios correm lado a lado, sem se misturar, até formar o Rio Amazonas.


Ouro Preto (MG)

Ouro Preto, além da representação barroca mineira mais conhecida, abriga o Museu da Inconfidência, com um importante acervo de objetos e documentos do Brasil colonial. A Inconfidência Mineira, movimento que lutou pela independência do país, é presença constante nas ruas das cidades históricas de Minas Gerais. A região é muito propícia ao Turismo Pedagógico por ter cidades históricas, e próximas, igualmente importantes como Mariana, Tiradentes, Diamantina, São João Del Rei, Congonhas e Sabará.


Paraty (RJ)

Fundada em 1667, Paraty foi um importante porto do Brasil. Durante séculos o local foi usado como caminho de exportação das riquezas produzidas e extraídas no Brasil Colônia. O centro histórico preservou todo o casario colonial e sua estrutura urbanística – desde o calçamento de “pé de moleque” até o traçado curvo das ruas, numa espécie de labirinto – planejada para se protegerem da água das marés na lua cheia, e combater as invasões piratas.


Petrópolis (RJ)

A Cidade Imperial, como é conhecida, tem íntima ligação com a história política do Brasil. Petrópolis, fundada pelo Imperador Dom Pedro II, em 1843, era o local favorito para o veraneio da Corte Imperial. Foi Capital Federal de 1894 a 1903 e tornou-se residência de verão dos presidentes da República. A Casa de Santos Dumont representa a história do aviador e suas excentricidades. Projetada pelo próprio inventor, suas escadarias externas, por exemplo, obriga a subida com o pé direito.


Raimundo Nonato (PI)

A cidade, a 300 km de Pernambuco e 540 km de Teresina, conta com o maior acervo pré-histórico brasileiro em vestígios de dezenas de povos que habitaram aquele espaço geográfico. O Parque Nacional da Serra das Capivaras abriga 1.223 sítios arqueológicos com pinturas e gravuras rupestre, datadas de 12 mil anos, além do Museu do Homem Americano que conta a história da humanidade.


Recife (PE)

A cidade foi capital do Brasil Holandês, entre os anos 1630 e 1654. Os atrativos econômicos para os holandeses eram o controle da cana-de-açúcar e o tráfico negreiro. No bairro hoje chamado de Santo Antônio, foi fundada a Mauritsstad, cidade idealizada pelo líder da invasão holandesa, Maurício de Nassau. Mas é só na arquitetura do Recife Antigo, centro histórico da capital pernambucana, além dos museus, que se é possível encontrar resquícios facilitadores da compreensão sobre esse período.


Salvador (BA)

Salvador, primeira capital do Brasil, foi sede do poder da Coroa por 214 anos, entre 1549 e 1763. A partir do século XVI, a cidade foi o maior porto para a chegada de escravos africanos. Esse movimento teve forte influência sobre o povoado que conserva forte herança cultural africana observada nas artes, na cultura e na culinária, sendo a capital brasileira com a maior população negra.


São Cristóvão (SE)

A quarta cidade mais antiga do Brasil foi também a primeira capital de Sergipe. A Praça São Francisco, recém eleita Patrimônio Cultural da Humanidade, mantém preservado seu conjunto arquitetônico colonial, sendo a única referência histórica para estudar a União Ibérica (1580-1640), curto período em que Portugal foi anexado à Coroa Espanhola. O local serve como estudo sobre a formação das cidades, abrigando as estruturas políticas, judiciais e religiosas.




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