"Com 300 monitores, 29ª Bienal de São Paulo está preparada para receber escolas. Saiba mais sobre eles!"
A formação para atendimento de público é complexa e demanda uma atenção redobrada quando o assunto é a área educativa. A organização da 29ª Bienal de São Paulo ancora com excelência a necessidade de treinamento adequado para monitoria de atividades pedagógicas. Tal dedicação pautou o curso oferecido para os estudantes que recebem o público em visitas orientadas, dentro do evento, com a seguinte pergunta: “O que significa atuar como educador em uma exposição de arte?”.
A pergunta perturbou os atuais monitores da mostra que, depois de uma cuidadosa seleção realizada no mês de julho, se reduziram a 300 participantes. Desde então, passaram por diversos encontros baseados no projeto curatorial da 29ª Bienal, seus artistas e obras. Livros, revistas, catálogos, filmes e tudo o que pudesse complementar a formação dos jovens educadores foi utilizado como fonte de pesquisa.
Em sua primeira etapa, o curso foi oferecido a 500 estudantes das mais diversas áreas como artes visuais, artes cênicas, comunicação, ciências sociais, relações internacionais, filosofia, letras, história e geografia. Sempre acompanhados por um supervisor, aconteceram desde encontros em grande grupo até reuniões, estudos e discussões em pequenos grupos, de modo a favorecer, segundo a curadoria educacional desta edição, a participação e o envolvimento de todos.
“O objetivo era proporcionar aos participantes o contato com diferentes maneiras de perceber o mundo e a arte, bem como a atividade educativa”, afirma Stela Barbieri, curadora do Projeto Educativo. Para Laura Barboza, que coordenou a formação dos monitores ao lado de Mariana Serri, a experiência possibilitou refletir sobre o papel do educador em uma instituição cultural, enfatizando a compreensão de que é preciso apresentar informações, mas respeitar as leituras individuais.
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