"Escola de samba aproveita a oportunidade para trabalhar a cultura do carnaval e consciência social com as crianças"
A sobrevivência de uma tradição exige um trabalho especial com as crianças, transformando-as em agentes de manutenção apaixonados pelo ambiente em que vivem. Da mesma forma deve acontecer quando se quer fomentar a sustentabilidade de uma atividade produtiva, gerando mão-de-obra local pra atrair renda.
O carnaval brasileiro de algumas cidades se transformou em profissão há alguns anos, e tem assumido responsabilidades sociais importantes em comunidades onde o poder público chega com dificuldade. Coexistindo entre a cultura popular, nas quadras das escolas de samba, e o culto à cultura de massa nos sambódromos, ainda é a maior festa do país, atraindo milhares de turistas internacionais e agitando o turismo doméstico.
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A instituição é uma das 17 agremiações mirins que vão desfilar hoje, 4, no Rio de Janeiro. Mas o objetivo maior é trabalhar a cultura do carnaval e questões voltadas para a cidadania. Segundo a presidenta da escola, Camila Soares, a agremiação de Duque de Caxias tem uma preocupação especial com o reaproveitamento de materiais. As fantasias são feitas com material reciclável, como pacotes de biscoito usados.
“A gente trabalha muito voltado para a ideia da estética do reaproveitamento, com o desenvolvimento de técnicas a partir da manipulação de materiais reaproveitáveis. No nosso barracão, isso é nítido. O barracão inteiro é um reaproveitamento artístico”, disse Camila à reportagem da Agência Brasil.
Além do meio ambiente, conceitos como família, trabalho em equipe, problemas sociais, ética, cidadania e respeito também são trabalhados. O próprio enredo é explicado às crianças em oficinas pedagógicas no fim do ano anterior ao carnaval. “O projeto Carnaval Pedagógico tem o objetivo de fazer com que as crianças entendam o que elas estão cantando, o que elas estão vestindo”, argumentou a presidenta.
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