Jovens moradores de cidades-sede discutem megaeventos

quarta-feira, 6 de abril de 2011

por Alex Pinheiro:

"Se por um lado temos adultos irresponsáveis, na outra ponta jovens das futuras capitais-sede da Copa de 2014 debatem legado social dos megaeventos"


Enquanto adultos com uma formação social deficiente ignoram as iniciativas públicas em relação à Copa de 2014, cerca de 200 adolescentes das 12 capitais que vão sediar o evento se reuniram hoje, 6, no Rio de Janeiro, para discutir como esses grandes encontros esportivos podem contribuir na garantia do direito ao esporte e gerar inclusão social.

A jovem Malena Portela, 16 anos, foi selecionada entre alunos de 15 escolas públicas da Bahia para participar do debate. “Depois eu vou passar tudo o que vivi aqui para os alunos da minha escola e de outras escolas do estado”, conta entusiasmada.

A intenção é que o formato da discussão se espalhe para o resto do país, em reuniões menores, com auxílio desses adolescentes e suas experiências. Uma ideia com o intuito de promover a consciência social e despertar o jovem para seus direitos cidadãos. O futebol, por exemplo, por ser um tema sedutor, deve facilitar a participação dessa galera na escola.

O encontro que termina amanhã é uma iniciativa do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e conta com diversas parcerias, entre elas, a do Ministério do Esporte, do Serviço Social do Comércio no Rio (Sesc Rio) e do Instituto Esporte-Educação. Ao final do evento, os participantes vão entregar aos representantes das três esferas de governo uma proposta para a construção de um legado social dos megaeventos.

"A ideia é que em cada capital [que vai sediar a Copa] esses adolescentes sejam multiplicadores com o apoio do Unicef e dos parceiros. Vamos reproduzir essas reuniões e levá-las para dentro da rede de ensino, fazer uma articulação com as escolas públicas para envolver um número cada vez maior de adolescentes nesse processo."

Morador de Higienópolis, em São Paulo, Diego Gomes de Moraes, acredita que sua participação nos debates pode ajudar as futuras gerações. "Para mim, é muito importante a gente fazer um esforço para garantir o futuro dos que estão vindo... dos menores."


com informações da Agência Brasil




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