"Hotelaria, com grande probabilidade de virar 'elefante branco', é setor que na maioria das cidades-sede preocupa a FIFA. Presidente da Abih garante que São Paulo já está pronta"
Se a Copa do Mundo, programada para 2014 no Brasil, começasse amanhã, a cidade de São Paulo, pelo menos no setor hoteleiro, estaria pronta para receber os turistas e as delegações que participarão do evento. Atualmente, a rede dispõe de 42 mil unidades habitacionais (UH's) e 105 mil leitos, o que seria suficiente para hospedar, sem atropelos, o acréscimo de visitantes na cidade em função da principal competição do futebol internacional, garante o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis - São Paulo (ABIH-SP), Bruno Omori.
| Holiday Inn Parque Anhembi, maior hotel do Brasil, está em São Paulo |
Isso é possível graças à cidade ser eleita centro financeiro e grande referencial de consumo de cultura no Brasil, recebendo desde importantes artistas internacionais até as rodadas de negócios mais lucrativas, o que movimenta a rede e aumenta as ocupações. Para Omori, a exemplo do que ocorreu em Joanesburgo, na Copa do Mundo - África do Sul, caso falte vagas na capital os visitantes tem a opção de se deslocarem para os municípios próximos.
Ele citou, por exemplo, a cidade de Campinas, que fica a 100 quilômetros de distância de São Paulo, com bom acesso pelo complexo das rodovias Bandeirantes-Anhanguera e dotada de toda a infraestrutura necessária. Outro exemplo apontado pelo empresário, é Atibaia, que fica do lado norte da capital, com acesso pela Rodovia Fernão Dias, estrada que liga São Paulo a Belo Horizonte.
Com ascensão do celular, telefone no quarto de hotel morreu: O equipamento que já foi responsável por cerca de 2% do lucro em hotéis, agora custa US$ 3 para cada US$ 1 gerado
Sobre o aquecimento verificado, nos últimos dias, por conta da concentração de grandes feiras de negócios e shows musicais internacionais como o do U2, o presidente da Abih disse que a situação do setor é de “equilíbrio” porque oscila momentos de ótimo desempenho com outros de movimento fraco. Uma sazonalidade que deve ser combatida com criatividade. Segundo ele, no ano passado, a ocupação ficou na média de 70%, abaixo de Buenos Aires (76%), Tóquio (82%), Nova York (82%) e Paris (86%).
com informações da Agência Brasil
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