Tecnologias digitais de relacionamento na atividade turística

segunda-feira, 18 de abril de 2011


Transpirando Turismo - Otávio Demasi

"Ser bem lembrado na rede de computadores não é tarefa tão simples"


70 milhões de brasileiros – 2009 – estão conectados via internet; isso significa mudança, mudança e mais mudança no planejamento estratégico de qualquer empresa e até mesmo do prestador de serviço individual: Twitter, YouTube, Orkut, Facebook, Google, Blogger, LinkedIn, Flickr, é tão recente que deixa perplexo e atônito todo mortal à frente de qualquer negócio, ainda mais quando se trata com pessoas. A comunicação saiu das mãos dos comunicadores, jornalistas, gerentes de marketing, parando nas mãos dos consumidores, através dessas novas mídias e dos milhões de blogueiros por todo o planeta, além do data base, data center, crm, IP, etc.

O olhar de quem decide visando realizar negócios, conseguir formadores de opinião, espaços com citações ou ser bem lembrado na rede de computadores, não é tarefa tão simples, embora não tenha custos tão altos, à priori, pois a ferramenta faz parte do dia-a-dia de milhões e já é coberto nas despesas operacionais, seja empresarial ou caseira. A internet é um compartilhamento total; seu conteúdo no geral é colaborativo, é de alcance mundial, tendo o poder de construir e destruir ao mesmo tempo, com seu alcance planetário, influindo em compradores e não compradores.

Importante é conhecer e classificar ao máximo o consumidor, por isso se faz necessário ter banco de dados, com minúcias sempre atualizadas, pois o comportamento de quem consome muda tanto quanto muda o mundo digital. A exigência do consumidor aumentou e muito, e o trabalho on-line em muito pode agilizar os negócios, contatos, respostas, informações, pois pode-se “estar próximo ao consumidor”, garantindo a sua fidelização, sabendo de suas opiniões, queixas, sugestões, e mesmo vontades e desejos antecipadamente para melhor atendê-lo, conquistando-o.

A internet ajuda a fidelizar a clientela, desde que estejamos sempre plugados, solicitando sempre sua participação, respondendo aos seus anseios e necessidades, trocando e buscando ideias dos internautas. A possibilidade de ampliar nosso universo de consumidores é infinita, mas devemos ter em conta a nossa capacidade de absorção de novas demandas e primordialmente preenchendo os vácuos de consumo onde sofremos quedas de vendas durante épocas específicas, justamente para evitar que o comprador(a) habitual, seja simplesmente trocado por outro, evitando o seis por meia dúzia.

A prospecção do mercado também pode nos levar a implementar novos serviços, ampliar instalações, buscar novos parceiros, trabalhar nichos segmentados, mas antes de tudo, devemos entender quem está do outro lado da tela, quais suas sutilezas, qual o seu montante de gasto, seus hábitos, o que pensa, como compra, o que quer comprar, quando e quanto, o que quer receber e como quer ser atendido, entre outros. É sabido que é uma grande massa; são 70 milhões de internautas, além dos 20 milhões que emergiram para a classe média. A ferramenta está à disposição, mas é preciso trabalhar com esmero e profissionalismo.

PS: Pra quem quer saber mais, o editor aqui do Clube Inteligente, Alex Pinheiro, escreve sobre Turismo 2.0.


Transpirando Turismo - Otávio Demasi
Otávio Demasi (odtur@ig.com.br) é jornalista (Mtb 32548) e consultor de Turismo atuando há 40 anos como prestador de serviços.




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