"Turismo puxa a inflação na data. A dica é ficar de olho nos preços e dividir a conta: 'uma boa forma de comemorar a parceria'"
Os produtos e serviços ligados ao Dia dos Namorados, que será comemorado no próximo domingo, 12, ficaram, em média, 6,73% mais caros em relação ao ano passado. Variação de preços que acompanhou, em geral, a inflação dos últimos doze meses, de 6,37%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Brasil (IPC-BR) da Fundação Getulio Vargas (FGV).
Mais do que os presentes, os serviços registraram as maiores altas de preço, superando a inflação do período: hotéis e motéis estão 12,68% mas caros, enquanto os restaurantes reajustaram os cardápios em 9,45%. “Essa questão tende a durar. Enquanto a economia estiver aquecida, é possível que esses serviços continuem subindo de preço”, disse o economista do Instituto Brasileiro de Economia da FGV, André Braz.
Dia dos Namorados e Festa Junina - "[...] e há nessa vida um clima mais gostoso do que esse vento gelado, pra comemorar tais datas?"
Entre os produtos que costumam puxar as vendas nessa data, o que mais vai pesar no orçamento dos namorados são os livros, que ficaram, em média, 7% mais caros. Os demais itens lembrados com frequência pelo consumidor que faz questão de marcar a data com um presente, não houve aumentos reais significativos. Os produtos que sofreram os maiores reajustes de preço foram cintos e bolsas (5,89%), roupas femininas (5,62%) e roupas masculinas (5,29%).
Segundo o levantamento da FGV, os menores aumentos foram encontrados nos itens show musical (1,82%), bijuterias (2,89%) e perfume (3,05%).
De modo geral, ele recomendou aos namorados que é bom "ficar de olho, aproveitar as promoções e fazer pesquisas de preços”. Caso o casal decida fazer um programa completo, a sugestão é dividir a conta. Essa é, de acordo com o economista, “uma boa forma de comemorar a parceria”.
com informações da Agência Brasil
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