Diário de Bordo – uma “volta para casa”

quarta-feira, 6 de julho de 2011


Todos a Bordo! - Melize Bombonatti

"A gente vai e vem, e o que realmente soma são as experiências"


A volta, parte mais gostosa depois de um tempão todo longe de casa, já terminou.

O momento do avião pousando em solo brasileiro, apesar do clichê na frase, causou em mim uma sensação que as palavras ainda não chegaram para descrever. O encontro com a família, a surpresa… Rever os amigos… Nada como voltar para casa.

Depois de pouco mais de vinte dias em casa, comecei a pensar melhor sobre a experiência.
E ela foi ótima! Com aprendizados, com prazeres a até alguns desprazeres, mas tudo isso fez parte da caminhada. E para aqueles que pensam que fora do nosso Brasil é tudo melhor, comete alguns enganos e provavelmente se frustra. Isso acontece porque as pessoas são iguais… Existem as bacanas, as mentirosas, as controladoras, as amigas, as entrigosas... em todo lugar. Seja brasileira, italiana, japonesa ou irlandesa, o que muda é um pouco a cultura na qual está inserida, os modos dentro da qual foi criada. Mas permanecem pessoas; seres humanos.

Entretanto, de volta pra casa, prefiro falar das perguntas frequentes, algumas até engraçadas, mas natural em se tratando de curiosidade.

Resumo do espetáculo de lançamento do Costa Favolosa
Perguntaram-me, por exemplo, se vivi todos os quase nove meses a bordo, em alto mar. Não! O navio atraca quase todos os dias em diferentes portos, dependendo do cruzeiro. Porém, há somente um dia da semana em que o tripulante, ou seja, profissional trabalhando no navio, pode desembarcar. Isso acontece pois é necessário um certo número de tripulantes sempre a bordo, para controle de eventuais problemas. Portanto, existe um rodízio de profissionais para desembarque.

Uma curiosidade constante foi sobre a carga horária e atividades de trabalho e descanso. Eles eram divididos em três partes, com atividades o tempo todo, sem nenhuma folga. É claro que após isto, você leitor deve estar pensando que somos loucos a trabalhar por apenas horas de descanso durante o dia, mas na verdade, isso depende muito dos chefes da equipe de animação, do diretor de cruzeiro do navio e da programação de atividades gerada. Em alguns dias, por exemplo, havia a possibilidade de trabalhar apenas três horas.

Também queriam saber se tinham animais a bordo. Ora, com exceção dos animais racionais, nenhum outro é permitido. A não ser em caso de cães-guias. E para que se finde de uma vez por todas a intriga: Não tem cavalo!

Agora voltei pro mar, desta vez a bordo do Costa Favolosa, que estreou essa semana, e volto aqui em breve pra contar mais detalhes sobre esse novo navio da Costa Cruzeiros.

Levare l'ancora!

"[...] a gente espera do mundo e o mundo espera de nós, um pouco mais de paciência!" (Paciência, de Lenine e Dudu Falcão)


Todos a Bordo!
Melize Bombonatti (melizebombonatti@hotmail.com) é Bailarina, Atendente de serviços turísticos e estudante de Educação Física que, no último ciclo, jogou tudo pro alto para conhecer melhor o mundo e as experiências que somam relações entre o Turismo, a Educação Física e os Cruzeiros Marítimos.




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