"Enquanto a FIFA anuncia a data oficial da Copa 2014, governo brasileiro vai costurando problemas e anunciando medidas estratégicas"
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| Espaço onde deve ser feito o sorteio das eliminatórias da Copa 2014 |
Em evento oficial no início da tarde de hoje, 27, na Marina da Glória, na cidade do Rio de Janeiro, o secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (FIFA), Jérôme Valcke, comunicou que a Copa do Mundo de 2014 será realizada de 12 de junho a 13 de julho e a Copa das Confederações, considerada um teste para os países-sede, de 15 de junho a 30 de junho de 2013.
A pressão pública sobre a situação do Brasil em relação ao Mundial da FIFA que deve se realizar por aqui em 2014 tem se intensificado nos últimos dias. Porém, desde que escolhido para sediar dois grandes eventos, qualquer insucesso do país é relacionado na lista de problemas que podem envergonhar os brasileiros e refletir na economia local.
O mesmo aconteceu com a África do Sul, sede da última edição, no ano passado. O oportunismo político motivando greves de operários, o dirigente sul-africano Jimmy Mohlala assassinado após denunciar improbidade administrativa na construção do estádio em Nelspruit, além da deficiência no transporte público e a sensação de insegurança foram alguns dos problemas africanos escancarados para o mundo.
Agora planejado para acontecer no próximo sábado, 30, o sorteio dos grupos da fase eliminatória para a Copa 2014, que contará com a presença de Dilma Rousseff, já tem protesto marcado pela comunidade. Aproveitando a visibilidade, o Comitê Social da Copa 2014 e dos Jogos Olímpicos pretende reunir no mínimo 2 mil pessoas para sair do Largo do Machado às 10h e marchar até a Marina da Glória, onde deve acontecer o sorteio. "A nossa questão não é o evento em si, mas os problemas que está trazendo para quem mora aqui, principalmente para quem é pobre e será removido", afirmou à Agência Brasil, Marcelo Braga Edmundo, coordenador da Central de Movimentos Populares e um dos organizadores da manifestação
Para minimizar esses impactos, e de olho nas experiências internacionais anteriores, o Brasil vem anunciando suas medidas estratégicas. Algumas decisões mais polêmicas, como o dinheiro público no estádio do Corinthians objetivando a abertura do evento, são injustificáveis. Porém, o financiamento de projetos de transporte público com energia limpa nas cidades-sede por meio do FNMC, anunciado essa semana, e a tecnologia aeroportuária de Reconhecimento Automático de Passageiros Identificados Documentalmente (Rapid), parceria com Portugal que deve facilitar o controle migratório e agilizar os desembarques, são “bolas dentro".
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