"Na semana do Tietê, selecionamos algumas cidades que agregam valor ao rio, vivo ou morto, provando que seus mais de 1000 km definitivamente influenciam muita gente"
Esta semana foi dedicada a pensar o rio Tietê e seus valores, por ocasião de seu aniversário oficializado em decreto estadual, 22 de setembro. Sua importância histórica reflete até hoje, seja no convívio de seus povos ribeirinhos ou na prática turística que se fortalece cada vez mais. A indústria limpa do Turismo explora desde seu início, com o Parque Nascentes do Rio Tietê, em Salesópolis (SP), passando pelo hipnotizante pôr do Sol em Sud Mennucci (SP), até o mergulho na antiga cidade de Itapura (SP), submersa pela construção da Usina Hidrelétrica Engenheiro Souza Dias.
Hoje, além do apelo histórico, o rio Tietê comove por sua poluição e atrai muita experiência turística motivada por estudos ecológicos. Abaixo, algumas cidades que exploram o rio turisticamente:
Integrante do Alto Tietê e início da poluição desenfreada do rio, a cidade que tem uma forte influência japonesa homenageou esse povo com o Parque Centenário, em 2008, alusão à imigração. Com 21,5 hectares, tem quatro lagos enormes, resultantes do esgotamento da exploração de areia e consequente afloramento do lençol freático que alimenta o rio Tietê, pontes flutuantes em estilo oriental, uma réplica do navio Kasato-Maru, a praça do Imigrante, entre outros espaços de convivência. Um passeio imperdível é o Expresso Turístico Mogi das Cruzes que vai deslizando sobre os trilhos da antiga Estrada de Ferro Central do Brasil, construída ainda no Império, em 1877, para ligar o Rio de Janeiro a São Paulo. Chegando em Mogi o turista pode escolher entre diversos roteiros que são comercializados por uma agência local, a Rizzatour, na própria Estação Mogi das Cruzes.
A primeira, ou última, cidade da Estrada dos Romeiros, tem um belo observatório do Tietê; a Barragem Edgar de Souza, inaugurada em 1901 como a primeira usina da "Light" no Brasil. Ponto de partida de muitas bandeiras, o povoado, fundado por Susana Dias e seu filho André Fernandes, preserva um conjunto arquitetônico colonial muito elegante em seu centro histórico. São mais de 200 edificações dos séculos XVII e XVIII, com destaques para a Igreja Matriz de Sant'Ana e o charmoso Coreto Maestro Bilo, além do Cine Teatro Coronel Raymundo e o Museu Casa do Anhanguera, organismo vivo da cidade em seus primeiros tempos. A cidade ainda é palco de um dos carnavais mais famosos do estado de São Paulo e regularmente promove o Passeio Turismo Off Road.
Fundada em 1698 e localizada a cerca de 100 km da capital paulista, a cidade é uma das mais provocativas quando o assunto é o rio Tietê. No trecho que banha o município o rio é considerado morto, e isso só motiva ainda mais o saltense para incentivar o debate. Em torno da única queda d'água que sobrou do rio está o Complexo Turístico da Cachoeira, com o Memorial do Rio Tietê, que tem exatamente a intenção de cutucar o visitante sobre a importância de preservar o rio e suas margens. Um de seus atrativos imperdíveis é a travessia sobre o Tietê pela Ponte Pênsil para visitar o Caminho das Esculturas, uma ode aos personagens ligados à história do rio. Na margem esquerda ainda tem o Parque Rocha Mountonnée, dedicado a preservar uma rocha metamórfica que testemunha glaciações ocorridas entre 270 e 350 milhões de anos atrás. A cidade também abriga o maior monumento a Maria em todo o mundo, com 30 metros de altura; um louvor à Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira de seu povo.
Numa das cidades em que o rio Tietê ressuscita e respira uma vivência comum até a década de 1970, em toda sua extensão com mais de 1000 km, o turista tem a chance de observar uma das suas mais belas paisagens nas Lagoas do Tietê, sendo inclusive muito procurada para observação de pássaros. Por ali se pratica pesca, canoagem, passeios de barcos e uma série de atividades fora de cogitação rio acima; ator de uma das festas mais tradicionais do estado de São Paulo, a Festa do Divino, sobre seu leito caudaloso acontece a famosa procissão de barcos que atrai milhares de pessoas para o encontro da Irmandade do Divino Espírito Santo no dia de pentecostes. Única igreja católica da cidade, a Matriz Nossa Senhora dos Remédios é uma atração à parte, por sua arquitetura aconchegante e pela praça à sua volta, ideal para quem gosta de interagir com os nativos.
Com o trecho do rio mais largo, em certo ponto atingindo até 2 km entre as margens, a cidade é também das que exploram-no límpido. Conhecida até hoje pelo seu primeiro nome, "Bica da Pedra", Itapuí tem uma incrível praia fluvial a cerca de 3 km do centro. Com infra-estrutura de estacionamento, lanchonetes e quiosques de convivência, a "Prainha", como é conhecida, atrai turistas interessados em tranquilidade e descanso, com a possibilidade de nadar, passear de barco, jet ski, lancha, etc.. Por suas características e paisagem paradisíaca, tem se tornado um destino muito procurado para day use de grupos de terceira idade. Principal atrativo do município, a prefeitura autoriza até churrascos nos quiosques.
Não só uma, mas três praias fluviais são o orgulho dos mais de 5 mil salenses; a Praia do Cervo, banhada pelo rio Cervinho, a Praia do Torres, paixão de Sales, e a Praia do Richelieu, em processo final de estruturação. Acampar é uma prática interessante dos usuários desses espaços. Na Praia do Torres, por exemplo, alguns aventureiros passam finais de semana inteiros por conta de estrutura de água, sanitários, iluminação, churrasqueiras, bar e restaurante, estacionamento e área de lazer. Um dos principais atrativos da cidade, localizado dentro da mata que margeia o rio Cervinho, o Cemitério dos Esquecidos guarda 115 corpos, entre eles chefes indígenas e os primeiros habitantes do vilarejo "Capoeirinha", antigo nome da cidade. Com uma grande área verde e topografia plana, a cidade cresce ordenadamente e parece te convidar pra uma pedalada sob lua cheia, com a paz característica do interior.
No Parque Turístico João Simão Garcia, a "Prainha de Buritama", o visitante desfruta de 2 km de praia de água doce do rio Tietê, com grama bem aparada e uma arborização muito bonita. O ambiente também tem espaço para campismo, além de píer para pesca esportiva e ampla área de lazer. Alguns professam que o banho ali é relaxante, mas se você quer ação deve procurar os passeios de lancha com banana boat ou alugar um jet ski. Segundo o departamento de Turismo, nos fins de semana, principalmente no verão, mais de cinco mil turistas passam pelo parque. Outra atração imperdível é o barco Odisseia em passeios de 5 horas com almoço e recreação, aos domingos e feriados, por R$ 65. Se quiser comprar peixe fresco o ideal é procurar a Vila dos Pescadores e negociar diretamente com o pescador, que geralmente é muito solícito, e aproveitar a prosa.
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