O comportamento de consumo do internauta, uma realidade

quinta-feira, 19 de maio de 2011


Turismo 2.0 - Alex Pinheiro

"Não existe audiência na Internet, ela é feita de 'buscadores' e 'redes sociais'"


Há bem pouco tempo, publicar páginas na Internet era coisa de algumas empresas, instituições governamentais ou algum nerd atrás de um computador com o gabinete sem tampa. A grande maioria das pessoas só podia se vangloriar de ter um e-mail. Agora vivemos uma realidade em que o ambiente virtual deixa de ser estudado só como tecnologia para se transformar em alvo das ciências sociais.

Isso aconteceu primeiro sob a popularização da blogosfera e, principalmente, depois da ascensão das, popularmente conhecidas, “redes sociais”. E nesse ponto entra a necessidade de um diagnóstico mais concentrado sobre o comportamento do usuário da web frente a avalanche de informação disponível.

No dial do seu rádio tem uma quantidade limitada de frequências. Na Televisão, mesmo que você compre pacotes de canais, terá um limite de transmissão. Na Internet já é impossível mensurar quantas páginas foram pro ar e estão disponíveis para consulta. Segundo o The Next Web (infográfico), no fim de 2010 existiam mais de 205,8 milhões de domínios registrados. Domínios são esses endereços únicos que você digita aí no seu navegador para ir à página principal de um site.

Pois é nessa esfera que vivemos um detalhe que tem ganhado pouca atenção: o internauta não digita diretamente o domínio da empresa. Ele digita google.com ou bing.com, ou outro buscador; depois procura você, porém os buscadores mostram tudo “sobre você”. Estima-se que sejam feitas mais de 30 mil pesquisas por segundo, sendo que 65,4 % usando o buscador da Google.

Se eles mostram tudo “sobre você”, então “você” tem que produzir conteúdo “sobre você”, em vez de deixar isso só na mão de seus clientes, falando bem ou mal. Entretanto, esse não é o único caminho pelo qual as pessoas tem chegado até empresas, profissionais de interesse e produtos disponíveis na rede. O outro caminho é exatamente o social media.

Em verdadeiros universos paralelos como Facebook, Twitter e Tumblr, pessoas interagem numa relação de confiança que traduz o consumo contemporâneo. Elas perguntam para seus “amigos” se tal lugar é bom mesmo de visitar e depois compartilham comentários, vídeos e fotos sobre os destinos turísticos que visitaram, por exemplo. E novamente temos um conteúdo “sobre você” gerado sem o seu controle.

Logo, ao contrário do que muitos imaginam, a Internet não é como a TV ou o rádio, com alguns canais disputando audiência. Ela é feita de “buscadores” e “redes sociais”; em ambos o usuário quer te conhecer melhor e, pra você, monitorar esse fluxo é inteligência. Empresas, produtos e profissionais que não percebem isso perdem novos mercados.

E quando seu potencial cliente te procurar na rede mundial de computadores, você estará pronto com conteúdo relevante e para interagir?

Turismo 2.0 - Alex Pinheiro
Alex Pinheiro  (alexpinheiro105@hotmail.com) foi consultor para recepção em atrativos turísticos, turismo 2.0 e criatividade em eventos; blogueiro corporativo, trabalha com novas mídias e relacionamento na Fazenda do Chocolate.




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