"Cidadão já pode acompanhar, pela internet, como o dinheiro público está sendo gasto em projetos do Mundial da Fifa, e até das Olimpíadas; eventos programados para acontecerem no Brasil"
A partir de hoje, 20, a sociedade civil ganha uma ferramenta para acompanhar cada obra ou investimento com recurso público da Copa do Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos em 2016. A página na internet do projeto Jogos Limpos Dentro e Fora dos Estádios permite que o cidadão tenha acesso às atividades e aos debates que estão sendo promovidos pelo governo e pela sociedade civil, às notícias sobre transparência e controle social e ao mapeamento das iniciativas ligadas aos eventos esportivos.
Os interessados poderão acompanhar também o estágio das obras, a origem dos recursos, quais são as empresas responsáveis pelo trabalho, se há denúncias de remoção forçada e se a obra está de acordo com os padrões de responsabilidade social e ambiental.De acordo com o presidente do Instituto Ethos, que lidera a iniciativa, Jorge Luiz Abrahão, os investimentos que serão feitos para a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos são uma oportunidade para o Brasil, mas o país deve ficar atento, pois já há um aprendizado com os Jogos Pan-Americanos que ocorreram no Rio de Janeiro em 2007, nos quais os investimentos feitos não geraram uma herança positiva para o país.
“Foram investimentos pontuais e o legado que isso deixou foi questionável. Estamos diante de um processo em que o investimento será muito maior, algo em torno de R$ 23 bilhões para a Copa do Mundo. E esse número ainda está sendo atualizado. Há entidades que acham que será muito maior”, disse Abrahão.
Ele ressaltou que, no início do processo, se dizia que a maior parte do dinheiro empregado seria privado e não público, o que não está se confirmando. “Agora, a maior parte dos recursos é público. Nesse sentido é importante que haja controle e acompanhamento desse recurso para que ele traga efetivamente o melhor resultado para a infraestrutura do país. É nesse contexto que o projeto Jogos Limpos ganha importância. O conceito do projeto está ligado às questões de transparência dos investimentos”.
“Os comitês são o olhar local sobre esses recursos, quais são os investimentos, como estão sendo feitos, que tipo de controle ocorre sobre os licenciamentos e formas de contratos”, concluiu.
Agência Brasil
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