Conheça o Google Hotel Finder e saiba como usar a internet a favor

quarta-feira, 3 de agosto de 2011


Turismo 2.0 - Alex Pinheiro

"Sem alardes, está no ar desde a semana passada o buscador de hotéis que deve revolucionar o setor e incitar a reciclagem de seus concorrentes"


Experimentalmente funcionando apenas para buscas e reservas em hotéis dos Estados Unidos, o Google Hotel Finder é mais uma das ferramentas já esperadas com o controle que a Google Inc. conquistou sobre a rede mundial de computadores. Aliás, controle esse que vem despertando estudos mais profundos e investigações mundo afora, como a que estourou essa semana, mais uma sobre violação das leis de concorrência, investigada pela Comissão Europeia. Nesses casos, a "dor de cotovelo" dos concorrentes é fundamental para a manutenção de uma série de valores que ainda perturbam a sociedade contemporânea, como a privacidade, por exemplo.

Mas vamos falar do outro ponto de vista. A Microsoft, principal delatora das peripécias da Google, já tem seu travel search no ar desde 2009, após ter comprado o sistema Farecast no ano anterior.

No entanto, o problema do Bing Travel, assim como outros, é o castigo que impõe aos internautas, exigindo muitos cliques para planejar sua viagem. Já o Hotel Finder, como todos os serviços da empresa, prefere um layout mais simples e que não intimida à primeira vista. Não existe ali uma bagunça; uma enorme quantidade de opções. Essas coisas é que motivam "dor de cotovelo".

Apostando no comportamento intuitivo na web, ele te conduz na direção certa. Você começa digitando seu destino, depois as opções vão surgindo, sem assustar. A página gerada oferece uma lista amigável com os hotéis próximos ao seu destino, começando com o melhor avaliado pelos internautas no Google Places e mostrando os seguintes em ordem decrescente. Dar essa importância para a opinião do usuário sobre os produtos e serviços que consome é mais uma demonstração do maior site de buscas do mundo sobre o que é a rede. Além de representar, para os gestores de produtos e serviços, que controlar o buzz de sua marca será cada vez mais caro. Ou seja, a internet é alimentada pelos seus consumidores.

O turista pode escolher outras formas de apresentação dessa lista de hotéis, apenas clicando sobre cada um dos itens: classe (0 até 5 estrelas), diária em valores crescentes ou melhor desconto. Aliás, em uma métrica conveniente, esse desconto é baseado na média de diária do ano anterior. Na coluna à esquerda, por meio de menus suspensos, essa busca pode ser personalizada. Por exemplo: um hotel 3 estrelas em Nova York, com diárias de U$80 a U$350 e com um mínimo de 4 estrelas na avaliação dos internautas.

Usando as letras "J" e "K" do teclado é possível navegar para cima e para baixo, abrindo maiores informações sobre o hotel, com fotos, dados para contato e pelo menos 2 comentários publicados por usuários com uma conta Google e que já se hospedaram ali, além de um link para o internauta postar um comentário sobre o local, caso já tenha se hospedado ali também. Links para mais comentários registram, dentre outros, sites como TripAdvisor, BedandBreakfast.com, Bookings.com e Travelpod.

Outra função bacana integra várias ferramentas e, por isso, consegue oferecer um mapa que ilumina as áreas mais populares entre os turistas. Acessível por meio da edição do "shape", que prova a mobilidade do sistema, é mais uma forma de usar a informação gerada pelos internautas, uma vez que as áreas iluminadas são aquelas mais avaliadas e comentadas na rede.

Dentro da lista expandida aparecem dois botões interessantes: "Add to shortlist" e "Book". O primeiro ajuda a organizar a navegação, levando para o topo da página aqueles hotéis que considerar interessante "guardar" para comparar com outros. Já o segundo mostra onde fazer a reserva. Alguns hotéis são listados sem o preço e com o botão "Book" desligado; são aqueles que foram encontrados pelos robôs de busca, mas que não são atendidos pelos sites de reserva que anunciam no Google.

Se considerar que a parceria com um site de reservas online sai caro ou é desnecessária, o empreendedor deverá investir em relacionamento e fomentar sua comunidade, talvez assim consiga um fenômeno semelhante ao do Chelsea Pines Inn, uma pousada gay friendly 2 estrelas há mais de 25 anos em Nova York. Abusando do conceito "guesthouse", seus hóspedes fazem questão de compartilhar sua estadia por lá: são quase mil reviews no TripAdvisor e 438 no Travelpod. Esse barulho todo o coloca em terceiro na lista de hotéis em Nova York.

Gestão de comunidades de primeira linha. E aí, vai encarar? Então promova relacionamento! 

Turismo 2.0 - Alex Pinheiro
Alex Pinheiro (alexpinheiro105@hotmail.com) foi consultor para recepção em atrativos turísticos, turismo 2.0 e criatividade em eventos; blogueiro corporativo, trabalha com novas mídias e relacionamento na Fazenda do Chocolate.




Compartilhe:

 
Copyright©2011 - Clube Inteligente - Todos os direitos reservados.
É proibida a reprodução do conteúdo desta página em qualquer meio de comunicação,
impresso ou eletrônico, sem comunicar o Clube Inteligente - Turismo (Inciso I do Artigo 29 Lei 9.610/98)
Web Analytics